Sistemas instalados até a década de 90 estão obsoletos e proibitivos devido ao alto custo de manutenção dos equipamentos e de consumo de energia elétrica. Esses sistemas não tem capacidade de absorver a carga extra de 35w/m² gerada pelos computadores, deixando a temperatura ambiente muito acima dos 24°C estabelecidos no Brasil como ideal para situação de conforto e comprometendo a produtividade dos funcionários.

Diante disso, os proprietários dos imóveis se veem na necessidade de efetuar retrofit nessas instalações para aumentar a quantidade de ar frio. E se deparam com os seguintes problemas:

– Não há espaço na casa de máquinas para novos equipamentos;

– Não há espaço no entre forro para dutos maiores.

E o que fazer?

– Descartar todo o sistema e reprojetar tudo tentando eliminar interferências?

– Reduzir o pé direito, perdendo divisórias e até comprometendo caixilhos?

A engenharia da Petrobras enfrentou esse problema no projeto de retrofit no edifício EDISE no Rio de Janeiro em 2004, identificou os seguintes problemas:

– Haveria muitos problemas em se rebaixar o pé direito;

– Seria necessário uma limpeza do forro para obter melhor qualidade do ar interno;

– Precisava baixar o nível de ruído.

e fez as seguintes análises de custos para a operação:

– Locar nova área para acomodar os 670 funcionários;

– Locar depósito para armazenagem do mobiliário;

– Desmontar toda a rede de dutos;

– Substituir os Fancoils existentes por unidades maiores;

– Prazo estimado para todo o processo de retrofit: 20 meses.

Com base nos valores apurados, a Petrobras optou pelo TETO RADIANTE e tomou algumas das seguintes ações na maior parte da área:

– Realocou o pessoal de apenas um pavimento por vez;

– Armazenou o mobiliário em meio pavimento enquanto executava os serviços de Retrofit na outra metade;

– Retirou as placas do forro existente;

– Não foi preciso retrabalhar os dutos e nem substituir os fancoils pois o sistema de TETO RADIANTE exige vazão de ar bem menor que o sistema convencional;

– Instalou laço hidráulico na borda periférica do prédio, utilizando apenas pequenos diâmetros (máximo de 2”);

– Efetuou pequenos reforços na estrutura do forro em algumas áreas;

– Montou o forro com as novas placas metálicas que compõem o TETO RADIANTE.

– Refez pequena parte das instalações utilizando dutos.

E conseguiu os seguintes benefícios:

– Reduziu o nível de ruído dos equipamentos que passaram a trabalhar com folga, pois esse sistema necessita de baixa vazão de ar;

– Reduziu o custo de realocação dos funcionários;

– Não foi necessário locar espaço para armazenagem do mobiliário;

– Não alterou o pé direito, poupando as divisórias e não comprometendo os caixilhos;

– Não houve custo de remoção dos dutos;

– Não houve custo de substituição dos Fancoils;

– A inserção da nova rede hidráulica foi feita numa cota de 20cm acima do plano do forro;

– Os gastos com energia elétrica caíram em torno de 30% ao ano.